A vida pede-te todos os dias para
escolheres. Escolhes ser feliz. Escolhes correr riscos. Escolhes esconder-te.
Escolhes. Para o bem ou para o mal. Tens todos os dias. A cada segundo. O poder
de decidir. O que se irá passar no segundo a seguir da tua vida. Podes arriscar.
Podes apostar mais alto. Ou podes simplesmente ficar sentado. A ver as decisões
dos outros. As boas. As más. As que mudavas. As que farias exactamente da mesma
forma.
O que será melhor?
Para ti.
Para os outros.
Para o mundo.
Para ti.
Arrisca. A vida são mesmo dois dias. Não
os podes desperdiçar a admirar cada decisão errada do companheiro do lado. Não
podes arrepender-te. Não há tempo para isso. Vive. Do ar que te envolve. Da mão
que te empurra. Do chão que não te deixa cair. Escolhe. O bem. O mal. Viver. Deixar
andar. Escolhe o que te faz feliz. O que te corta a respiração. O que te faz
brilhar os olhos. O que te deixa entre uns segundos de loucura e uma vida
eterna de felicidade. Escolhe viver. Intensamente. Delicadamente.
Dedicadamente. Escolhe ser. Verdadeiro. Único. Autêntico. Escolha a genuinidade
e a ingenuidade. Escolhe a vida simples. A vida sem grandes objectos mas cheia
de afectos. Escolhe o sorriso. Abraça as lágrimas que caem. E permite que
apenas sejam de alegria. Arrisca. Põe o pé fora da zona de conforto e sente a
corrente de ar que te faz hesitar. Arrisca a ousadia. Arrisca a sanidade.
Arrisca. Permite-te ser feliz. Festeja o sonho. Realiza o teu maior desejo.
Antes que seja tarde demais. Não deixes ninguém fugir. Ou melhor deixa. Mas
deixa só os que não valem a pena. Guarda os outros. Vive os outros. Respira os
outros. A cada segundo. Enquanto os tens perto. Enquanto estão longe. Vive-os.
Vive com eles. Vive deles. Vive para eles. Vive. Revive. Diz. Sente. Cada
movimento. Cada passo em frente. Cada letra proferida. Arrisca. Escolhe. Por
ti. Contigo. Para os outros. Com os outros. Pelos outros. Para ti.
Mostra ao mundo as escolhas que fizeste.
Tira proveito delas. Arrisca a cada dia um movimento diferente. Uma técnica
diferente. Arrisca a mudança. Sê a mudança. Inventa um passo novo. Saltarica.
Oferece um sorriso. De graça. Porque estás feliz. Porque estás triste. Ousa
oferecê-lo. Senti-lo.
Hoje pode ser o dia que arriscas mudar.
Que arriscas ficar sozinha. Que escolhes o difícil em vez do fácil. Que decides
partir em vez de ficar. Hoje pode ser um dia penoso. Ou pode ser apenas mais um
dia. Apenas mais uma oportunidade. De seres feliz. De viveres. Novas vidas. De
novas formas. Hoje pode ser o dia.
O dia.
Que sorris.
Que és feliz.
Que escolhes.
Que és.
Que arriscas.
Que saltas.
Que dás o passo.
Hoje pode ser o dia. O primeiro do resto
de toda a tua vida. Basta escolheres. Basta ousares. E arriscares.
Já o fiz. Ousei. Mais uma vez. O risco.
A mudança. A partida. A ausência. A perda. Arrisquei. A vida. Vivi. Vivo e
sobrevivo. Os obstáculos ficam mais altos. As pessoas ficam mais longe.
Escolhi. Nova vida. Novos objectivos. Nova rota. Tudo muda um dia. Tal como
tudo acaba. E aos poucos a vida como eu a conhecia até há 5 meses atrás mudou.
Fez-me acreditar que posso ir mais além. Que sou. Para além de uma simples
egitaniense. Também uma Portuguesa. Para além de uma recém-licenciada. Também
uma fisioterapia que agrada os que se metem em suas mãos.
Aprendi.
Ainda estou a aprender. A dar estes
pequenos passos. Sozinha. Ainda estou a aprender a ter coragem. A ter orgulho.
Aprendi.
Mas ainda continuo a ter muito para
aprender.
Uma vida inteira para arriscar.
Quem quer arriscar comigo?