07 setembro, 2013

Breath in. Breath out.

Hoje não me apetece escrever muito. Hoje só queria que mil quilómetros e picos se traduzissem em 1 centímetro e picos. Hoje só queria.

Cada experiência traz com ela. Coisas boas. Coisas más. Temos de saber escolher as boas. Saber viver nelas. Para elas. Com elas. E temos de saber ignorar as más. De passar por cima delas. De aprender com elas. Temos de viver. Mas também temos de sobreviver.

E o que fazer quando chegamos à fase má? O que fazer quando queremos ter o mundo na mão? ‘Não penses nisso’ digo para mim. Sussurro entre estas quatro paredes. Nada é perfeito. Alcanças um bem e os outros partem. Ou tu partes. Alcanças um bem e com ele vêm também pequenas sementes. Tens de semeá-las. Tens de as tratar bem. De as regar. De as fazer crescer. E, como tudo na vida. Tens de esperar. Que com elas venham mais bens. Que com elas. Saibas o que fazer.


Quando tens tudo, não sabes ser feliz. Quando não tens tudo. Falta-te sempre algo para ser feliz. Hoje. Como todos os dias. Faltam-me vocês. Faltas-me tu e a protecção do teu abraço. Faltas-me tu e as caretas iguais sem estarmos a contar. Faltas-me tu e a tua calma mesmo quando temos pressa. Faltas-me tu e os teus momentos twilight. Faltas-me tu e a nossa osmose de expressões. Faltas-me tu e os nossos ‘Eu amo você’. Faltas-me tu e os teus sonhos de viajante pelo mundo. Faltas-me tu e as tuas palavras sempre tão verdadeiras e cheias de razão. Faltas-me tu e a tua gargalhada ainda tão inocente. Faltas-me tu e o teu grito ‘madrinha’. Faltas-me tu e as tuas expressões que me deixam com dores nas bochechas de tanto rir. Faltas-me tu e os nossos brindes. Faltam vocês e os momentos de família. Faltas tu e falto eu. Hoje falto eu. Porque eu. Eu só sou completa com vocês. 

Hoje falto eu.
E por isso, hoje não há muito mais para dizer.
A fisioterapia é isto. Eu já sei que sou feliz aqui. Com a fisioterapia. Eu já sei o que é. A fisioterapia. Posso só levá-la para ao pé de vocês?