15 agosto, 2013

Borboletas.

Sempre ouvi dizer. Desde que me lembro de existir. Fosse em filmes. Ou fosse a colega de carteira.

‘É como se tivesse borboletas na barriga’.

Achava estranho. Borboletas na barriga? A expressão por si só era bonita. Mas o que seria ter borboletas na barriga? A questão foi ganhando resposta há medida que à minha volta as pessoas se iam apaixonando. Mas eu também queria sentir. Também queria ter borboletas na barriga. Fosse lá o que isso fosse.

Nervosismo. Ansiedade. Felicidade. O que seria? Fui descobrindo aos poucos. Contigo. Desde que os teus lábios tocaram os meus. Naquela noite. A noite. Seguiram-se encontros. Abraços. Momentos. Seguiram-se sensações estranhas. Únicas. Seguiram-se minutos. Horas. Dias. De felicidade. De sorrisos rasgados. De segundos intensos. Seguiram-se trocas de segredos. E partilhas de mimos.

Achei que já sabia o que era. Essas borboletas. As borboletas na barriga que toda a gente falava. Mas por alguma razão a sensação não era a que eu imaginava. Era muito mais que borboletas. Era um misto de nervosismo, ansiedade, felicidade, amor. Era um misto de sentimentos que se rebolava barriga acima. Barriga abaixo. Não eram borboletas a voar. Não podiam ser só borboletas. Eram borboletas, pirilampos, gatos, cães, tartarugas, canários, elefantes. Eram cigarras, coelhos, patos. Eram pandas, águias, cavalos. Eram golfinhos, pinguins, caracóis.

Era todo um jardim zoológico que me invadia. E como domesticar este jardim zoológico?

Cada segundo que se descontava no tempo de ir ter contigo, um animal novo juntava-se à festa. Percebi que quem sentia só borboletas ainda tinha muito para descobrir. Percebi que tinha tido sorte.

Percebi que me tinha saído o melhor tesouro.

O mais incrível é que ainda hoje. Em cada segundo que vai passando para te ver. Se vai acrescentando um animal a esta sensação. Ainda hoje.

Ainda o mês passado. Assim que te senti. Assim que te senti. Senti todos os animais do zoo. Acordaste-os todos apenas com aquele abraço. O teu abraço. O nosso abraço.

E o que seria da minha vida sem esse abraço? Que tanto me protege. Que tanto me envolve…

Borboletas. Continuem a voar pelas barrigas dos outros. Eu prefiro o meu zoo. Prefiro toda esta intensidade de sentimentos. Toda esta vontade de te ver. De te tocar. De estar do teu lado.

As borboletas não são suficientes para nos descrever.

As borboletas vão ficando cada vez mais acompanhadas. À medida que os segundos passam. À medida que os dias se vão descontando.

AMOR.

OBRIGADA por te teres apresentado.

OBRIGADA por me ofereceres um jardim zoológico.


Quando há amor. Até um jardim zoológico é o melhor presente do mundo. Só um jardim zoológico pode descrever um verdadeiro amor.