06 junho, 2013

Pede um desejo...


Bastou um segundo. Bastou um telefonema. Bastou um abraço. Bastou uma palavra. Bastou um sorriso. Bastou um segundo…
7h40 da manhã. Aterro em Lisboa. E sei, de imediato. Que estou onde pertenço. Tudo aqui, neste Portugal tão meu me deixa com a maior vontade do mundo de voltar. Bastou um segundo. Bastou olhar pela janela do pequeno avião que me trouxe de volta.
São as cores? Não sei. São as pessoas? Não sei. É a família? Não sei. É o conforto? Não sei. É a alegria? Não sei. Será o destino? Não sei. É tudo. TU-DO. Sem tirar nem pôr.

São os amigos. Os jantares. Os sorrisos. Os telefonemas. Os encontros de metro. São os dias de família. As festas. São as cores de Lisboa. E os contrastes das Beiras. São as viagens de autocarro. É a simpatia de cada personagem. É a facilidade de expressão. É Lisboa. É a Guarda. É Portugal. De lés a lés. Do sul ao norte. É Portugal…

Aqui. O sorriso é mais fácil. Os abraços mais sinceros. Os segredos melhor partilhados. Aqui. Tudo está próximo. Tudo está aqui ao lado. Aqui. Tudo é bom. São os pastéis de Belém. São os sorrisos dos que amo. Aqui. Até eu sou feliz.

Portugal.
Meu Portugal.
Não me fujas mais.
Não me leves quem amo.

Bastou um segundo. Para me voltar a apaixonar. Para perceber. Bastou um segundo para saber. Um abraço. Uma conversa. Bastou uma manhã.

Rir. Sem parar. Até chorar. Rir de tudo. Abraçar com sentimento. Dar. Tudo. Ser melhor. Ser mais. Ser eu. Dançar. Porque sim. Porque me apetece. Porque estou feliz. Ouvir. Ouvir-te. A ti. A ele. A ela. Ouvir as palavras de saudade. Os desabafos. Ouvir as vozes de amizade. Sentir. Cada minuto. Guardar cada minuto. Viver cada minuto. Ser. Melhor. A cada minuto. Sou-o. A cada minuto. Onde? Aqui. Onde sei que pertenço. Onde me fazem sentir amada. Aqui onde amo cada pedaço do que vejo. Cada metro que caminho.
Vou voltar.
Vou voltar um dia.

Quero. Voltar. Pode esse dia chegar rápido?

Portugal. Só preciso de um segundo. Um segundo longe de ti. Só preciso de um segundo para sentir o agridoce da SAUDADE.

Queres que volte?



Deixas-me voltar? Um dia…