Hoje não me apetece escrever muito. Hoje
só queria que mil quilómetros e picos se traduzissem em 1 centímetro e picos.
Hoje só queria.
Cada experiência traz com ela. Coisas
boas. Coisas más. Temos de saber escolher as boas. Saber viver nelas. Para
elas. Com elas. E temos de saber ignorar as más. De passar por cima delas. De
aprender com elas. Temos de viver. Mas também temos de sobreviver.
E o que fazer quando chegamos à fase má?
O que fazer quando queremos ter o mundo na mão? ‘Não penses nisso’ digo para
mim. Sussurro entre estas quatro paredes. Nada é perfeito. Alcanças um bem e os
outros partem. Ou tu partes. Alcanças um bem e com ele vêm também pequenas
sementes. Tens de semeá-las. Tens de as tratar bem. De as regar. De as fazer
crescer. E, como tudo na vida. Tens de esperar. Que com elas venham mais bens.
Que com elas. Saibas o que fazer.
Quando tens tudo, não sabes ser feliz.
Quando não tens tudo. Falta-te sempre algo para ser feliz. Hoje. Como todos os
dias. Faltam-me vocês. Faltas-me tu e a protecção do teu abraço. Faltas-me tu e
as caretas iguais sem estarmos a contar. Faltas-me tu e a tua calma mesmo
quando temos pressa. Faltas-me tu e os teus momentos twilight. Faltas-me tu e a
nossa osmose de expressões. Faltas-me tu e os nossos ‘Eu amo você’. Faltas-me
tu e os teus sonhos de viajante pelo mundo. Faltas-me tu e as tuas palavras
sempre tão verdadeiras e cheias de razão. Faltas-me tu e a tua gargalhada ainda
tão inocente. Faltas-me tu e o teu grito ‘madrinha’. Faltas-me tu e as tuas
expressões que me deixam com dores nas bochechas de tanto rir. Faltas-me tu e
os nossos brindes. Faltam vocês e os momentos de família. Faltas tu e falto eu.
Hoje falto eu. Porque eu. Eu só sou completa com vocês.
Hoje falto eu.
E por isso, hoje não há muito mais para
dizer.
A fisioterapia é isto. Eu já sei que sou
feliz aqui. Com a fisioterapia. Eu já sei o que é. A fisioterapia. Posso só levá-la
para ao pé de vocês?
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